Autoria : M Ivondeide Juvino de Melo.
Debrucei-me sobre o coração
Nada refletia, nada espelhava
só água escorria e ventania brava
empurrava e arrepiava não vislumbrava
nenhum caminho nem inspiração vinha
só a tristeza que é para todos
Debrucei-me sobre folhas de papel
brancas que reluzia perante meu olhar
pureza inenarrável me senti incompetente
Irreverente , intransigente por saber
que ao escrever ninguém me leria
Não presumia que ao escrever fosse escada
nem ponte para nada só precisava de coragem
de não dizer mas mostrar o lado escurecido
que nos consome nos tortuosos caminhos
que somos!
Humanos quanto os humanos
Mas não podemos quietar nem chorar
era preciso nos mostrar como somos
Temos nossa armadura e candura
e urge nos vestir de palhaços ou de heróis
Somos caçador de palavra; menestréis
dum tempo novo,o da poesia que canta
suas dores e sente a magia indefinida de Ser
insolentes clamamos...
Cantemos c'alegria, bravamente a louvemos
ignoremos as mercenárias carpideiras
amemos com fulgor com destemor
só nos resta amar que é nossa salvação!
Lei Autoral 9.610/98
17/09/2016